Categoria aprova Assembleia Permanente até o término das negociações

Na manhã desta sexta-feira (10), além de aprovar o rol de reivindicações da Campanha Salarial 2017/2018, os trabalhadores e as trabalhadoras da Corsan também deliberam sobre a transformação da Assembleia em Assembleia Geral Permanente, até a celebração do Acordo Coletivo de Trabalho 2017/2018.

Na prática, essa medida está sendo tomada para que a direção do Sindicato, juntamente com o Conselho de Representantes, defina ações sem a necessidade de chamamento de nova Assembleia Geral. Entre elas, poderá se decidir sobre a questão de possível paralisação e greve.

Acordo Coletivo
A proposta aprovada foi a de renovação integral do Acordo Coletivo vigente – e todas suas correções sobre o INPC -, adequações necessárias e o acolhimento de novas cláusulas deliberadas pela Assembleia. Na questão salarial, a categoria reforçou sua posição na defesa da aplicação imediata do INPC, mais 50% do índice a título de Ganho Real.

A Assembleia também deliberou e aprovou que decisão sobre deflagração de greve, por tempo determinado ou indeterminado, no curso das negociações, fica a cargo do Conselho de Representantes Sindicais, na forma do Estatuto do SINDIÁGUA. Além disso, a Assembleia aprovou participar da paralisação do dia 15 de março contra a Reforma da Previdência.  

Ato contra as privatizações promovidas pelo governo Sartori

Após as deliberações da Assembleia os trabalhadores e trabalhadoras realizaram, em frente ao Palácio Piratini, um Ato Público contra a Privatização, Concessão do Saneamento Básico no Rio Grande do Sul através das Parcerias Público Privadas (PPPs) e o Desmonte do Serviço Público pelo Governo Sartori.

Vestidos de preto e com bandeiras do Rio Grande do Sul e faixas contra o governo estadual e pela manutenção da Corsan pública, milhares de trabalhadores e trabalhadoras marcharam rumo ao Palácio
Piratini ao encerramento da Assembleia Geral.

Após inúmeras falas, todos e todas foram até a sede da Corsan para uma manifestação contra os atos de gestão da atual diretoria da Companhia, como a Resolução 27, que altera as escaldas de serviço na Companhia bem como a vida das pessoas.

Para o presidente do SINDIÁGUA, Leandro Almeida, “o dia de hoje marca a constante batalha contra as privatizações do saneamento, inclusive através de PPPs. Também tratamos da nossa luta contra os desmandos da Corsan através de sua diretoria e não deixamos de lado a Campanha Salarial. Mais uma vez os trabalhadores e as trabalhadoras mostraram seu poder de mobilização demonstrando ao governo estadual e a sociedade que o saneamento deve continuar público para o bem de todos.”

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