Gestão da Corsan esconde realização de obra

Queremos utilizar este importante meio de comunicação interna dos Trabalhadores da Corsan para avisar a Ascom, o Gabinete da Presidência da Corsan, o Diretor de Expansão, que a obra da ETE Mato Grande de Canoas já iniciou.

Estranhamos que, principalmente no site da Companhia que SEMPRE tem festejos de obras iniciadas, com presença do Presidente, do diretor de Expansão e, não raro, do Governador.

De bom tom também, avisar com muita ênfase a Sucir pela perda iminente de mais R$ 62 milhões do PAC-OGU que era dinheiro de graça vindo do governo federal que a gestão está jogando fora ao iniciar esta obra sem o aval da Caixa Federal, tal qual Estância Velha.

Obra difícil, pois a gestão abomina dinheiro de graça. Bom é o BID ou até uma PPP.

Pois é. Uma obra importante, iniciada à sorrelfa, à socapa, de maneira dissimulada, como diz a gurizada: “Sem alarmar os gansos.”

Mas, qual o motivo da gestão esconder o início de uma obra tão importante? Será que o processo 99800200186 que o SINDIÁGUA-RS faz tramitar no TCE tem algo a ver?

Será que a enrolação da gestão em não licitar durante cinco anos, tentando botar esta obra para a PPP, tem algo a ver? Será que as falcatruas junto à Caixa Federal, fazendo circular papéis pra lá e pra cá durante cinco anos tem relação com este fato?

Vejam se não é enrolação, se não é falcatrua. Observem os vários preços de uma MESMA OBRA que a gestão apresenta à Caixa e depois reclama que a “Caixa não autoriza o início da obra”. Vejam só:

07 de Julho de 2016 – R$ 61.704.516,45

29 de agosto de 2018 – R$ 63.049.348,64

17 de julho de 2018 – R$ 77.144.029,35

31 de outubro de 2018 – R$ 60.701.857,57

E, pasmem, esta obra foi licitada em abril de 2019 e o preço vencedor foi R$ 48.405.827,11. Depois desta licitação de R$ 48 milhões, a gestão ainda teve o peito de enviar para a Caixa, mais um orçamento de R$ 64.185.392,11 em 14 de novembro de 2019.

Em 2014 o valor inicial desta obra já era R$ 62.799.222,21.

E reclamam que a culpa é da Caixa pela não aprovação de projetos. E iniciaram a obra com a licitação de R$ 48 milhões. O que vai dar isso? Mais falcatrua, na certa. Ou algum diretor ou o Presidente vão querer afirmar que a empreiteira vai fazer por R$ 48 milhões? Falcatrua à vista!!!

Escondidos e com medo

É que a gestão está num brete por conta da PPP e precisava começar esta obra de qualquer maneira. Então, eles começaram a obra escondido do TCE e da Caixa e pagando com recursos próprios.

Licitaram uma obra em 2019, sem liberação da Caixa Federal, que deveriam ter licitado em 2015. E já estão sem argumentação junto ao TCE de o por que não licitaram antes.

O Diretor de Expansão sabe que apenas com aditivos legais ele não faz esta obra. E é o CPF dele que vai ficar na reta. Só falcatrua. Coitada da nossa ainda pública Corsan.

Para entendimento

Canoas tinha originalmente R$ 216 milhões do PAC-OGU (dinheiro de graça) para obras de esgoto.

Com este contrato do PAC ainda vigente na sua íntegra, a Coordenadora do Grupo de Trabalho da PPP, Alessandra Fagundes dos Santos, enviou e-mail para a empresa que estava fazendo a modelagem desta privatização, repassando o total desta obra de Canoas para a PPP, como a dizer: “Às favas com dinheiro de graça, eu quero e preciso é da PPP!!!”.

Como o Ministério das Cidades viu que a gestão Corsan não tinha interesse na obra, suprimiu o valor da segunda etapa (R$ 153 milhões). Depois disso, por pressão do SINDIÁGUA-RS e do Ministério Público de Contas, com rabinho no meio das pernas, tiveram que colocar a primeira etapa desta obra novamente no PAC.

E depois de mexer deliberadamente num projeto da primeira etapa já aprovado pela Caixa, nunca mais houve aprovação desta etapa novamente. E assim segue até hoje. Por isso o desespero agora de iniciar uma obra de qualquer maneira, sem aprovação da Caixa. Que maravilha!!!!

 

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