A farsa da privatização

A grande hipocrisia do setor privado em relação atuação do saneamento no Brasil, está no discurso de que somente eles teriam condições de atender as metas para o setor. Após o fim do PLANASA, em 1985, iniciou-se um vácuo no financiamento das Companhias estaduais pois poucas tinham capacidade de endividamento.

Onde estava esse setor, hoje tão preocupado com o saneamento, que não investiram seus próprios recursos para resolver essa situação. Qual razão desse interesse por uma questão meramente social, visto que o capital não se interessa pelo social e sim pelo LUCRO? Quem sabe a resposta esteja nos recursos destinados a partir da criação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Saneamento, dinheiro dos impostos pagos pelo povo sendo destinados para o povo.

Segundo os empresários, as CIAs estaduais não tem capacidade de administrar esses recursos e nem as obras são atividades de saneamento, para tanto colocaram-se a disposição para resolver tais situações. Uma pergunta: Desde quando o tratar água é atividade de empresas de construção cívil? Quando um município autoriza a privatização do saneamento, um dos primeiros passos é esta empresa privada buscar RECURSOS PÚBLICOS para investir. O segundo passo é solicitar aumento nas tarifas pois com a necessidade de pagar o empréstimo reduz seu lucro e isso está previsto nos contratos.

Mais de 150 cidades no mundo estão retornando com o saneamento para o setor público, particularmente no Brasil, no estado de Tc, várias cidades retornaram para a CIA estadual pois não eram mais atrativas ao setor privado pela baixa lucratividade ou nada de lucro.

Água não pode ter dono, Água não pode dar lucro, é essencial a vida. ÁGUA pública para a VIDA.

Sérgio Ricardo Krug

Secretario Regional Centro Oeste

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