Encontro Estadual debate previdência complementar e cenário das relações de trabalho
O Encontro Estadual de Representantes Sindicais do SINDIÁGUA/RS teve sequência nesta quinta-feira com uma intensa programação de debates e formação. Pela manhã, os delegados sindicais e representantes da base receberam informações detalhadas sobre a FUNCORSAN, o plano de previdência complementar e participaram de uma análise de conjuntura sobre as relações de trabalho no Brasil.
A apresentação sobre a Fundação foi conduzida pelos conselheiros eleitos pela categoria, André Zarpelon (Conselho Deliberativo) e Fábio Jean (Conselho Fiscal), juntamente com os diretores da FUNCORSAN, Joice Dalmas (Previdência) e Adimilson Stodulski (Financeiro e Administrativo).
André Zarpelon destacou que o encontro é um momento fundamental para esclarecer dúvidas e garantir que os representantes levem informações precisas à base. Segundo ele, acompanhar de perto a gestão da Fundação é uma responsabilidade permanente dos conselheiros. “É o nosso dinheiro que está lá. Precisamos manter a Fundação forte e ampliar a participação dos colegas”, afirmou.
Fábio Jean ressaltou a responsabilidade de representar toda a categoria, especialmente os aposentados. “Queremos cuidar do nosso futuro e da nossa aposentadoria. Para isso, precisamos de uma fundação sólida e transparente”, enfatizou.
Durante a explanação, a direção executiva da Fundação apresentou dados atualizados da gestão. Atualmente, a FUNCORSAN possui patrimônio de R$ 2,3 bilhões e cerca de 5.500 participantes, sendo 760 ativos, 3.142 aposentados e 1.439 pensionistas. Adimilson Stodulski tranquilizou os presentes quanto à saúde financeira da entidade e reforçou a importância da previdência complementar como instrumento de segurança para além do INSS.
O segundo painel da manhã abordou a análise de conjuntura das relações de trabalho no país, com o advogado Antônio Castro, da COP Advogados, assessoria jurídica do Sindicato. Em sua fala, ele destacou que a água é um dos grandes temas do século XXI e que os trabalhadores do saneamento estão no centro desse debate.
“Vocês não são qualquer trabalhador. O trabalho de vocês impacta diretamente a saúde pública. Mesmo que a empresa seja privada, o serviço prestado é público. Há o compromisso de entregar o melhor à população, mas também o direito de serem reconhecidos e valorizados. Essa é a nossa luta enquanto sindicato”, afirmou Castro.














