Fórum Alternativo Mundial da Água quer que o debate sobre o tema seja permanente

Representantes do movimento social e ambiental juntamente com entidades sindicais e da sociedade civil participaram, no dia 5 de junho, do lançamento do Fórum Alternativo Mundial da Água  (FAMA) 2018. Esse Fórum se contrapõe ao autodenominado Fórum Mundial da Água, organizado por corporações multinacionais que têm como objetivo impulsionar a mercantilização da água.

Durante o evento, Neudicleia Neres, representante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), fez a leitura do Chamamento aos Povos e destacou: “Coletivamente, rejeitamos o controle das empresas privadas sobre o patrimônio natural que é a água. Como cidadãos, sindicatos, organizações humanitárias e de defesa do meio ambiente, entendemos ser nosso dever e obrigação protestar contra a apropriação do mercado sobre um direito humano fundamental. Assim, deliberamos por conclamar a humanidade à realização do Fórum Alternativo Mundial da Água 2018”.

 


Brasília

O Fórum Mundial da Água, organizado pelas grandes corporações, acontece a cada três anos desde 1997. Tradicionalmente, entidades que discutem a água como direito e não como mercadoria realizam, paralelamente, o Fórum Alternativo. Em 2018, Brasília sediará os dois eventos. O FAMA deve reunir, entre os dias 17 e 19 de março, cerca de 5 mil pessoas na capital federal.

Comitês

A partir de agora, serão criados comitês locais que discutirão o tema juntamente com uma agenda de atividades. No dia 9 de junho, acontecerá o lançamento do comitê de Brasília. O evento será na UnB e contará com a participação do relator especial das Nações Unidas para o direito humano à água e ao esgotamento sanitário, Léo Heller.

Membro da coordenação do FAMA, Edson Aparecido da Silva afirma que os comitês locais são de grande importância: “Não queremos que o FAMA faça simplesmente uma análise da conjuntura em que vivemos. Queremos que o nosso Fórum aponte perspectivas e compromissos a serem discutidos com a sociedade e governos no próximo período”, explicou Edson.

Os organizadores do FAMA esperam que esses comitês, mesmo depois do Fórum, permaneçam com o debate da defesa dos direitos humanos, das reservas estratégicas do país, da soberania nacional e, principalmente, da garantia da água como direito.

 

Com informações de FAMA


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