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SINDIÁGUA/RS realiza Encontro Estadual de Representantes Sindicais em Porto Alegre

O SINDIÁGUA/RS reúne, em Porto Alegre, os representantes sindicais de todo o estado até a próxima sexta-feira, 13. A abertura do Encontro Estadual de Representantes Sindicais ocorreu nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, e contou com a saudação do presidente Arilson Wünsch, que destacou a importância da organização sindical e o papel estratégico dos delegados e delegadas na defesa da categoria.

Em sua fala, o presidente reforçou o caráter coletivo da luta sindical e a responsabilidade assumida por quem representa os colegas no local de trabalho. “A nossa luta é coletiva. O sindicato é uma escolha das pessoas, então convencer os colegas a aderir a ideia coletiva é nossa tarefa. Quando o trabalhador se une, as bases da ditadura patronal  começa a tremer. Ser delegado sindical é assumir a responsabilidade de representar os colegas, enfrentar pressões e lutar por condições de trabalho. Não há ganho financeiro aqui, o ganho é político, coletivo e moral”, afirmou.

Na sequência, o segundo ponto da programação abordou o tema “Os diferentes tipos de assédio no ambiente de trabalho”, com explanação das advogadas Priscila Matheus e Luiza Vieira, da COP Advogados, assessoria jurídica do Sindicato. O debate teve como foco o assédio moral, especialmente o organizacional, e o assédio sexual.

De acordo com a advogada Priscila Matheus, os casos de assédio moral organizacional aumentaram significativamente após a privatização. “A empresa privada não se importa com a vida dos trabalhadores, se importa com a produtividade e com o lucro”, destacou. Durante a apresentação, foram citados exemplos recorrentes no cotidiano das unidades de trabalho que configuram práticas abusivas e que, muitas vezes, acabam sendo naturalizadas pelos trabalhadores.

Entre as situações apontadas estão o medo constante de demissão, o terror psicológico para coibir a atuação sindical, a pressão para abrir mão de ações judiciais, além do esvaziamento de função e da desvalorização profissional.

A advogada Luiza Vieira apresentou dados que evidenciam o adoecimento da categoria. Segundo os números expostos, em 2024, 68% dos afastamentos do trabalho ocorreram por motivos relacionados à saúde mental. “Vocês são a melhor ferramenta para combater o assédio na base. Podem ser o escudo da categoria, mas para isso precisam compreender o que é o assédio moral e sexual. A base está adoecida, e esse adoecimento decorre de práticas de pressão, esvaziamento e desvalorização, resultando em doenças como Síndrome de Burnout, depressão, entre outras”, alertou.

O Encontro Estadual de Representantes Sindicais segue nesta quinta-feira, 12, a partir das 9h, com apresentação da FUNCORSAN e debate sobre o Acordo Coletivo de Trabalho