SINDIÁGUA e AFFCorsan participam de mediação no TRT-4 sobre o IPE dos aposentados
O SINDIÁGUA/RS e a AAFCorsan participaram de uma nova rodada de negociação na quinta-feira , 9 de março, na mesa de mediação do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4), que contou com a participação de representantes da Corsan/Aegea e do Estado do Rio Grande do Sul. O encontro tratou de um tema central para aposentados e pensionistas da Funcorsan: a continuidade do plano de saúde IPERGS para quem já estava aposentado no momento da entrega da Corsan à iniciativa privada.
Na abertura das tratativas, as entidades que defendem os aposentados, SINDIÁGUA/RS e AAFCorsan, afirmaram de modo enfático que a cláusula que previa a criação de um Grupo de Trabalho para conduzir a transição do plano não foi cumprida pela Aegea nem pelo governo estadual. Segundo as entidades, o dispositivo estabelece a responsabilidade conjunta de todas as partes na construção de uma solução que assegure a manutenção do plano de saúde para aposentados e pensionistas, além do período de 36 meses garantido anteriormente. “O que se vê até agora, é o descumprimento de um compromisso assumido”.
Durante a reunião, os representantes dos aposentados apresentaram três propostas emergenciais, além da alternativa já prevista na cláusula. As sugestões, conforme informado, serão posteriormente submetidas à assembleia para deliberação dos interessados, reafirmando que é a própria categoria quem decide de forma democrática, sobre sua aceitação ou rejeição.
De acordo com as entidades, Corsan/Aegea e Estado demonstram mais uma vez total descaso com aqueles que, historicamente, são os responsáveis diretos pela construção e fortalecimento da CORSAN. Ignoram que a Companhia só alcançou o nível de excelência técnica e financeira que viabilizou sua venda graças ao trabalho dessas pessoas. O Governo Leite/Gabriel, novamente, vira as costas para quem verdadeiramente construiu esse patrimônio, deixando claro seu alinhamento com a lógica de abandono aos trabalhadores/as.
Na avaliação do SINDIÁGUA/RS e da AAFCorsan, a audiência teve como ponto relevante a possibilidade de demonstrar ao mediador a existência de um direito considerado legítimo, que, segundo as entidades, deve ser preservado. Caso não haja acordo no processo de mediação, será inevitável o ingresso de ação judicial coletiva para buscar garantir esse direito de todos/as.
Uma nova rodada de negociação sobre o tema já está marcada para o dia 5 de maio.
