SINDIÁGUA/RS e AEGEA/CORSAN INICIAM NEGOCIAÇÃO DO ACT 2026/2027
Na manhã desta quinta-feira, 23 de abril de 2026, na sede do SINDIÁGUA/RS, em Porto Alegre, foi realizada a primeira reunião de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027 entre o Sindicato e a Aegea/Corsan.
O encontro marca o início das tratativas após a entrega da pauta de reivindicações da categoria, ocorrida no final de março.
Durante a reunião, a empresa destacou os desafios para atender às demandas apresentadas, enquanto o Sindicato reafirmou a necessidade de avanços concretos, especialmente na valorização salarial, com base em dados do DIEESE que apontam a defasagem entre os salários atuais e o custo de vida.
Diversos pontos da pauta foram debatidos, como faltas justificadas, remuneração de horas extras, jornada de trabalho, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), além da proposta de inclusão de auxílio para trabalhadores com deficiência. Também houve discussão sobre benefícios, como o café da manhã, evidenciando problemas na execução atual e a possibilidade de reformulação.
A empresa sinalizou resistência em temas como a redução da jornada e a ampliação da PLR, além de não demonstrar abertura, neste momento, para políticas de incentivo à qualificação profissional.
Ao final, ficou acordada, a pedido do SINDIÁGUA/RS, a prorrogação do ACT vigente até 1º de agosto de 2026, garantindo todos os direitos vigentes, período em que as negociações terão continuidade. O SINDIÁGUA/RS seguirá mobilizado na defesa dos direitos e na busca por avanços para a categoria.
Participaram da reunião os representantes da categoria, eleitos na assembleia geral de março, para acompanhamento das negociações os colegas Juliano Bebler, Cláudia Cabreira, Marcelo Noronha e Rangel Kurz, representando os setores da empresa. Segue o relato independente dos representantes:
“A primeira impressão do grupo é de intransigência da empresa em relação às propostas, principalmente quanto às cláusulas financeiras. Não houve avanço significativo no primeiro encontro. Foi debatida a valorização do trabalhador, e a empresa se mostra inflexível no que diz respeito aos salários. A reunião foi ordeira, mas com vários pontos de divergência. Demonstramos à empresa que os problemas são de gestão.”
