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Live do SINDIÁGUA/RS mostra falta de avanços no ACT2 e esclarece ações judiciais da categoria

O SINDIÁGUA/RS realizou, na noite desta quinta-feira, 14, uma live de esclarecimento com os trabalhadores para tratar das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho – ACT2 e atualizar a categoria sobre importantes ações judiciais em andamento. Entre os temas debatidos estiveram as ações dos 11%,  de insalubridade, do 1% e a manutenção do plano de saúde dos aposentados da Funcorsan.

A atividade virtual foi conduzida pelo presidente do Sindicato, Arilson Wünsch, e pelo secretário-geral, Maxson Raupp, contando ainda com a participação dos advogados Fabio Matei e Luiza Vieira, da assessoria jurídica do Sindicato, além dos dirigentes André Zarpelon da Silva, Fábio Jean da Silva Gonçalves, Milton Oliveira e Luis Carlos Martins.

Durante a transmissão, o Sindicato apresentou os principais pontos da contraproposta encaminhada pela Corsan/Aegea na última rodada de negociação e reforçou que o conteúdo está muito distante das reivindicações aprovadas pela categoria em Assembleia.

Segundo o SINDIÁGUA/RS, a empresa não apresentou avanços nas cláusulas econômicas e limitou-se a manter direitos já garantidos em lei, como 13º salário e adicional de insalubridade, sem atender demandas fundamentais dos trabalhadores, como valorização salarial e melhorias nas condições de trabalho.

Outro tema debatido foi o Termo de Responsabilidade sobre o uso de veículos oficiais. O Sindicato informou que já encaminhou ofício à empresa buscando alterações no documento, que atualmente coloca  grande parte da responsabilidade em cima dos trabalhadores.

“Seguimos trabalhando para melhorar a vida dos trabalhadores.  A nossa luta é pelo aumento da remuneração e pela redução da jornada, mas a proposta da empresa não avançou nesse sentido. Não apresentou nenhum aumento no auxílio-alimentação e retoma questões como Banco de Horas e jornadas que não atendem às reivindicações da categoria. A empresa fala em austeridade, mas os números da Corsan são favoráveis. Querem socializar os prejuízos com os trabalhadores, quando sabemos que só se mantém mão de obra qualificada com valorização e remuneração digna”, afirmou Arilson Wünsch.

 

Ações judiciais seguem em mediação

Os advogados da assessoria jurídica também atualizaram os trabalhadores sobre o andamento das ações coletivas movidas pelo Sindicato.

Na ação dos 11%, foi informado que o processo segue em fase de mediação no TRT4. O Sindicato está dialogando com a Corsan para definir a lista de trabalhadores contemplados e os valores devidos.

Já a ação da insalubridade também permanece em mediação, com análise das listas de nomes. Até o momento, a empresa não apresentou proposta concreta. Uma nova reunião está marcada para o dia 10 de junho. Caso não haja acordo, as ações judiciais terão prosseguimento normal.

Sobre o IPE Saúde dos aposentados da Funcorsan, o Sindicato destacou a importância da cláusula conquistada durante o período de transição da privatização, que garantiu o pagamento do plano de saúde por três anos. O prazo encerra em julho, mas o Sindicato segue negociando a ampliação desse período, enquanto busca uma solução definitiva para os aposentados. A direção reforçou ainda que, caso não haja avanço nas negociações, serão tomadas medidas judiciais.

Além das pautas jurídicas e do ACT2, a live também abordou os acordos coletivos nas empresas GS Inima, Araricá Saneamento, São Gabriel, BRK Saneamento e Metrosul, além de temas como a eleição da CIPA e as CPIs nas Câmaras de Vereadores envolvendo a Aegea/Corsan.