SINDIÁGUA/RS participa da plenária anual estatutária da FNU e do 25º congresso da Federação
Encontro reuniu representantes dos urbanitários de todo o país para debater organização sindical, conjuntura política, condições de trabalho, diversidade e os desafios dos setores de saneamento e energia
O SINDIÁGUA/RS participou , nos dias 6 e 7 de agosto de 2026, da Plenária Anual Estatutária da FNU 2026 e do 25º Congresso da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), realizados no auditório da sede do SINDIÁGUA-PB, em João Pessoa (PB).
Participaram presencialmente o presidente Arilson Wünsch, o diretor Fábio Jean Gonçalves e a delegada sindical Luana Schirmer. De forma online, acompanharam os debates os diretores André Zarpelon, Diego Acosta, Franciele Raupp, Luís Carlos Martins, Maxson Raupp, Milton Oliveira e Oslen Chaves.
O encontro colocou em pauta importantes desafios para o movimento sindical. Entre os temas esteve a proposta de criação de um Sistema Jurídico Unificado, buscando mais agilidade, compartilhamento de conhecimento e fortalecimento da atuação política das entidades.
A programação também abordou a conjuntura política e eleitoral, a organização de base, a aproximação com a juventude e a necessidade de ampliar o alcance dos sindicatos para trabalhadores/as que estão fora da organização sindical tradicional, como autônomos/as, MEIs, desempregados/as e não sindicalizados/as.
No debate sobre o saneamento, foi apresentado um panorama da atual situação das privatizações no país, bem como as projeções para o setor e os desafios que esse cenário impõe aos/às trabalhadores/as e às entidades sindicais. No setor elétrico, as discussões seguiram a mesma linha, analisando o avanço das privatizações e seus impactos para os serviços públicos, para a sociedade e para os/as trabalhadores/as.
As condições de trabalho também estiveram em debate, com apontamentos sobre a redução da jornada e a escala 5×2, incluindo seus impactos na vida das mulheres, além da discussão sobre implementações e melhorias relacionadas à NR-10.
Outro eixo importante tratou da representação feminina e LGBTQIAPN+ nos espaços políticos e sindicais, além do enfrentamento às desigualdades e à violência de gênero. Foram abordadas as taxas de violência contra as mulheres, iniciativas e projetos de enfrentamento e o papel de luta da CUT, com destaque para o Agosto Lilás, mês de conscientização e combate à violência contra a mulher.
Os debates reforçaram ainda a importância da organização de base para enfrentar as privatizações, ampliar o diálogo com as novas gerações e fortalecer a presença sindical na sociedade. A avaliação foi de que a estratégia eleitoral, isoladamente, não é suficiente, sendo necessária a organização e mobilização permanentes da classe trabalhadora.




